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Presidente da DS BH discute gerencialismo na RFB durante seminário em Varginha

O presidente da DS BH, Luiz Sérgio Fonseca Soares, participou do seminário “O gerencialismo na Receita Federal do Brasil”, em Varginha (MG) nessa terça-feira, 4 de junho. O evento foi uma parceria entre as Delegacias Sindicais de Varginha e do Rio de Janeiro.

 

Na análise de Luiz Sérgio em se tratando de gerencialismo na RFB, a categoria poderá escolher qual o caminho a seguir: o da competição ou o da solidariedade. Segundo ele, a competição gera divisão interna e muitos são induzidos a cair no ‘fetiche’ das metas de arrecadação. Faz-se necessário que todos os Auditores, principalmente os que se encontram na administração e sindicato, tenham respeito e cuidado uns com os outros. “Não devemos nos tornar assediadores morais uns dos outros ao impor metas ditas desafiadoras e não factíveis”, disse.

O sindicalista, que também já ocupou cargos de chefia na administração, afirmou que quando tratados como adultos as pessoas respondem como tal. “A meta deixou de ser um termômetro e passou a ser um fetiche. A pressão e a cobrança por cumprimento de metas não é o melhor caminho para o desempenho do servidor na RFB. É preciso criar um ambiente que propicie ao servidor produzir bem e melhor, demonstrando a ele a importância de seu trabalho”, afirmou.

Sobre o tele trabalho, Luiz Sérgio pontuou algumas de suas desvantagens, como a necessidade de aumento de produção e a  necessidade inerente de mensuração quantitativa e não qualitativa do trabalho. “O tele trabalho é algo que divide a categoria, faz perder o contato entre os colegas e prejudica a cultura organizacional do órgão. Passamos a manter uma relação exclusivamente vertical, com contatos apenas com a chefia imediata”, destacou.

Outro problema sério que afeta a RFB citado por Luiz Sérgio foi a questão de que os Auditores-Fiscais estão trabalhando em determinados setores e executando tarefas que não suas funções privativas. Pouco tempo é dedicado à atuação nas suas verdadeiras atribuições em operações mais elaboradas de combate à sonegação e descaminho. Esses trabalhos, por serem  mais complexos e mais difíceis de serem executados,  geram menos números nas estatísticas das metas, que normalmente levam em consideração apenas quantidade e não a qualidade e complexidade do trabalho.

Segundo o sindicalista, a implantação do estado gerencial na RFB possui um respaldo ideológico e econômico, com o objetivo de adequar o Estado para atender interesses privados, desconsiderando o interesse público.

As demais palestras serão publicadas brevemente em reportagem exclusiva.

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