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Manifestação em Belo Horizonte marca os sete anos da Chacina de Unaí

Manifestantes pedem o julgamento dos nove acusados pelo crime contra quatro servidores públicos em exercício de suas funções

Entidades, políticos, familiares de vítimas e sociedade pediram justiça e disseram não à impunidade na manhã desta sexta-feira, 28 de janeiro, durante uma manifestação em frente ao prédio da Justiça Federal de Minas Gerais. A manifestação marca os sete anos da “Chacina de Unaí”, em que três Auditores-Fiscais do trabalho, Eratóstenes de Almeida Gonçalves, João Batista Soares Lage e Nelson José da Silva e um motorista do Ministério do Trabalho, Ailton Pereira de Oliveira, foram cruelmente assassinados quando investigavam denúncias de trabalho escravo na zona rural de Unaí – MG.
              

 

                    
Mesmo após sete anos da ocorrência do crime, os culpados ainda estão impunes. Até o momento nenhum dos acusados foi a julgamento. Já foram apreciados e negados mais de 30 recursos dos réus, 14 deles julgados em Brasília pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Os manifestantes reivindicam que o processo volte para o Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região, em Minas Gerais, para que seja logo marcado o julgamento dos réus. Dos nove acusados, apenas os cinco executores estão presos. Os quatro mandantes, entre eles os irmãos Antero e Norberto Mânica, estão soltos. Antero Mânica é o atual prefeito de Unaí, foi eleito em 2004 (ano do crime) e reeleito em 2008. No dia 24 de novembro de 2008, Antero Mânica foi homenageado pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais e condecorado com a Medalha da Ordem do Mérito Legislativo, título concedido a personalidades que se destacaram por seus serviços ou méritos excepcionais realizados durante o ano de 2008.

A presidente da DS/BH, Adelaide de Macêdo Matos, que também representou o Sindifisco Nacional, se solidarizou com os familiares das vítimas e declarou total apoio à causa, dizendo não à impunidade e pedindo justiça aos servidores que desempenhavam um importante papel para a sociedade, no combate ao trabalho escravo, quando foram interceptados pelos assassinos em uma estrada da zona rural de Unaí. “O Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita Federal do Brasil (Sindifisco Nacional) e a Delegacia Sindical de Belo Horizonte também apoiam essa causa. Vivemos em um Estado de Direito no qual nenhum cidadão, seja ele quem for, está acima da lei. Estamos aqui para pedir justiça junto aos familiares de nossos colegas servidores públicos”, enfatizou a presidente.

O vice-presidente da Associação dos Auditores-Fiscais do Trabalho de Minas Gerais (Aafit-MG), João Coelho Frasão de Barros, relatou as várias manifestações já realizadas e a longa espera dos familiares pelo julgamento dos acusados. Para ele, o crime ocorrido feriu o Estado de Direito e pretendia intimidar a fiscalização e a ação fiscal no país. “O julgamento desses criminosos é a nossa principal bandeira de luta”, concluiu.

A presidente do Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais do Trabalho (Sinait), Rosângela Rassy, falou sobre a insegurança que acompanha os Auditores-Fiscais do Trabalho no desempenho de suas funções diárias. Segundo a presidente, há uma deficiência no número de Auditores-Fiscais do Trabalho e também no número de policiais federais para acompanhá-los em determinadas operações que representem riscos à sua segurança, principalmente na fiscalização rural. Mesmo assim, a classe tem abraçado a nobre missão de defender os direitos dos trabalhadores brasileiros. Direitos esses que não foram preservados pelos maus empregadores de Unaí, e acarretou com a contratação de pistoleiros para executar os servidores. Ainda de acordo com a presidente, os bandidos receberam cerca de R$ 6 mil reais por cada servidor assassinado. “A vida de cada um desses servidores valeu apenas R$ 6 mil reais” para esses bandidos, questionou a presidente.

No final da manifestação, cinco mil balões brancos foram soltos simbolizando um desejo de paz, o fim da violência no campo e na cidade, e a esperança de que os culpados pelo crime sejam julgados e condenados. A manifestação foi uma iniciativa do Sinait e da Aafit-MG e contou com o apoio de diversas entidades.

 

Assessoria de Comunicação DS/BH – Sindifisco Nacional

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