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Diretor da DEN reconhece ritmo lento e falhas na condução da Campanha Salarial

Durante reunião em Curitiba, membro da Direção Nacional afirmou que Comando Nacional "está meio disperso e muito frouxo"

Ao que tudo indica, a Direção Executiva Nacional (DEN) do Sindifisco Nacional começa a reconhecer os problemas de condução da Campanha Salarial, os quais têm sido motivo de alerta da DS Curitiba nos últimos meses. Em reunião do Comando Regional de Mobilização da 9ª RF, na tarde desta segunda-feira (19/03), em Curitiba/PR, o representante da DEN, Gelson Myskovsky (diretor-adjunto de Administração da Direção Nacional), reconheceu que o Comando Nacional de Mobilização precisa se organizar melhor. "Acho que ele está meio disperso, está muito frouxo. Tem que começar a botar gás nisso aí", disparou.

Na condição de membro do Comando Local de Mobilização, o presidente da DS Curitiba, Marcelo Calheiros Soriano, fez afirmação no mesmo sentido. Reclamou da inexistência de diretrizes por parte do Comando Nacional. "Não é possível agir isoladamente, sem uma diretriz em nível nacional: somos uma categoria de abrangência nacional, por isso, as localidades precisam caminhar no mesmo sentido, ainda que cada uma com suas particularidades".
Esse foi um dos principais tópicos discutidos na Reunião do Comando Regional de Mobilização, que teve como objetivo debater a pauta reivindicatória da categoria e os encaminhamentos relativos a ela junto ao governo. O encontro reuniu colegas de localidades como Curitiba, Londrina, Cascavel, Itajaí, Florianópolis, além de membros do Comando Nacional e da DEN.

Falta de informação
Participantes da reunião reclamaram da falta de informação sobre a campanha salarial. A percepção é de que a categoria não sabe como está a negociação, e isso vem desmotivando e refreando o tradicional ímpeto de mobilização dos AFRFB. Só agora está sendo concluído, segundo informou Gelmo Myskowsky, um Caderno de Subsídios com dados técnicos no sentido de enriquecer o debate e estimular a categoria a partir para a luta. O estudo vai revelar, por exemplo, que no governo FHC o gasto com pessoal variou de 4,8% a 5,8% do PIB; contra 4,6% a 5,16% na era Lula, em flagrante contraposição ao governo Dilma, que em 2011 investiu apenas 3,42% do PIB em pessoal. Ao final da Reunião, os participantes sugeriram que o Comando Nacional elabore materiais de conscientização para distribuição à categoria.

Mobilização ou nada
Neste ano ainda não houve reunião oficial com o governo sobre as reivindicações da categoria. Entretanto já se pode perceber a clara intenção de empurrar a negociação no mesmo ritmo embromado do ano passado, até o final do calendário do ano. Em face a esta constatação, Gelson Myskovsky, representante da DEN, endossou posição defendida há tempos pela DS Curitiba, sobre a necessidade da mobilização para garantir avanços à categoria. "Estamos tendo a sensação cada vez mais evidente que se não partirmos para o enfrentamento, para a luta, enfim, vamos acabar com o mesmo do ano passado: nada", declarou.

Previdência Complementar, não!
No encontro, os Auditores Fiscais reafirmaram repúdio ao projeto que estabelece Previdência Complementar do Serviço Público. Os AFRFB destacaram que isso colocaria todo o sistema previdenciário da categoria nas mãos de empresas privadas, com risco de jamais ocorrer o recebimento do benefício. O fundamento histórico dessa leitura é recente: na crise mundial de 2008, fundos de previdência administrados por empresas privadas, nos EUA, "viraram pó", deixando na mão milhões de assistidos e contribuintes. "O mesmo ocorre atualmente com fundos na Grécia, e tende a acontecer com as bolas da vez: Itália, Portugal e Espanha", afirmou Joel Eich, vice-presidente da DS Curitiba.

Informações DS Curitiba

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