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Mídia: Auditores da Receita Federal em greve

Portos-secos serão afetados.

Os auditores fiscais da Receita Federal vão paralisar suas atividades a partir desta segunda-feira em todo o país, para pressionar o governo a repor as perdas inflacionárias da categoria, que não tem reajustes salariais desde 2008. Eles reivindicam aumento de 30,17%. O movimento vai começar com operação padrão nas alfândegas, onde mais viajantes serão fiscalizados e com muito mais rigor, e também nas aduanas, com a chamada operação crédito zero. Significa que os auditores vão dar início ao trabalho de inspeção das mercadorias que entram ou que vão sair do país, mas não vão encerrá-las, a não ser em casos muito específicos (como medicamentos).

As informações são do presidente da Delegacia Sindical de Belo Horizonte do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (DS/BH-Sindifisco Nacional), Luiz Sérgio Fonseca Soares. Minas Gerais será afetada, afirma, porque tem um movimento muito forte de comércio externo em seus portos-secos de Betim, Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), Varginha, no Sul de Minas, e Uberaba, no Triângulo Mineiro.

 

Toda mercadoria que sai do Estado para ser exportada passa por estas aduanas e segue já com toda a documentação pronta para os navios que as conduzirão ao destino. "Todo este movimento vai ficar afetado", prevê Soares. Produtos que hoje são liberados em um dia nas alfândegas deverão levar pelo menos cinco durante o movimento. Caso a paralisação se prolongue, a tendência é de acumular o trabalho e retardar cada vez mais a liberação, seja de entrada ou de saída.

Concurso - Segundo o dirigente, os auditores estão tentando negociar com o governo federal há um ano, mas sequer receberam uma contraproposta às suas reivindicações. Além do reajuste, eles pedem a realização de concurso público para reposição do quadro funcional da Receita Federal. A perda de recursos humanos - em função de aposentadoria e morte de servidores - não é levada em conta pelo governo, explica, o que vem deteriorando as condições de trabalho dentro das repartições em função do volume excessivo de tarefas. "O acúmulo de trabalho vem adoecendo as pessoas. O governo anunciou concurso para contratação de 200 auditores. Este número não dá nem para repor os funcionários que faltam nas fronteiras e alfândegas", garante Soares. O salário de ingresso na carreira de auditor fiscal da Receita Federal é de R$ 11 mil, mas a média salarial gira em torno de R$ 13 mil.

O movimento é nacional e reúne diversas categorias de servidores de carreiras típicas de Estado, como auditores fiscais do Trabalho, advogados da União, delegados da Polícia Federal e servidores do Banco Central. Todos as categorias se preparam para interromper suas atividades a partir desta segunda-feira. Em Belo Horizonte, no primeiro dia do movimento, os auditores vão participar de uma palestra, às 9 horas, no auditório da Delegacia da Receita Federal (DRF), na rua Levindo Lopes. Em seguida eles realizam um ato público em frente à DRF. No período da tarde eles seguem para a sede do Ministério da Fazenda, na região central de Belo Horizonte.

Texto: Diário do Comércio MG

 

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