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Mídia: Iraniano será julgado dia 23 por atentado contra auditor fiscal

 Farhad Marvizi será julgado como mandante do atentado em 2008 ao auditor Jesus Ferreira, da Receita Federal. Justiça limitará plateia, reforçará segurança no prédio e proibirá manifestações

              FOTO: POLÍCIA FEDERAL/ DIVULGAÇÃO

Farhad Marvizi está preso na Penitenciária Federal de Mossoró

No próximo dia 23, a rotina de funcionamento do edifício-sede da Justiça Federal, no Centro, sairá do normal. A partir das oito da manhã, no 5º andar, auditório principal, será realizado o júri popular do iraniano Farhad Marvizi. “Tony”, como é conhecido desde que passou a viver de negócios no Brasil, será julgado como mandante do atentado contra o auditor fiscal federal José de Jesus Ferreira, ocorrido em dezembro de 2008 em Fortaleza.

 

A defesa do iraniano trabalhará com a tese de negativa de autoria ou qualquer participação dele no crime, conforme o advogado Flávio Jacinto. Tanto quanto o próprio julgamento - pouco comum um tribunal popular federal no Ceará - e bastante cercado de expectativa pela repercussão que os fatos ganharam à época, também chamam atenção as medidas restritivas de acesso e de segurança já definidas pela 11ª Vara Federal.

O 5º andar do edifício estará isolado antes do início do júri e durante toda a sessão. Já no dia anterior, por medida preventiva de segurança, o auditório será vistoriado e lacrado. A plateia terá vagas limitadas: 60 lugares para o público em geral, com credenciamento prévio aberto a partir da próxima terça-feira, dia 9. Familiares da vítima e do réu também terão direito a mais algumas cadeiras, 14 cada parte.

Não poderá haver manifestação nenhuma pró ou contra o réu, mesmo em cartazes, camisas com fotos ou dizeres ou com algum padrão de cor representando protesto. Surgiu o receio de que manifestações no local pudessem ser consideradas influência sobre os jurados. Também será totalmente barrada a entrada de celulares, tablets ou qualquer equipamento eletrônico, mesmo desligados. Para não haver captação de imagens do local. Nem policiais, membros do Ministério Público, advogados, defensores públicos ou juízes poderão entrar na sala do júri com seus aparelhos ou armados. Apenas policiais da escolta poderão portar armas no ambiente. Tudo será filmado e gravado.

Farhad Marvizi pode pegar até 30 anos de condenação pelo crime (tentativa de homicídio qualificado). Ele será submetido a júri popular na área federal porque a vítima do caso, José de Jesus Ferreira, é auditor da Receita Federal (RF). E porque a atuação funcional de Jesus, então chefe da Divisão de Repressão ao Contrabando e Descaminho da RF, seria a motivação para a tentativa de homicídio, conforme descrito no processo. Jesus coordenou fiscalizações e apreensões em empresas do ramo de eletrônica pertencentes ao iraniano.

Canal Vermelho

O atentado contra Jesus Ferreira aconteceu no dia 9 de dezembro de 2008, por volta das 11h30min. O auditor foi atingido com cinco tiros de pistola 9mm quando dirigia sua picape no cruzamento das ruas Meruoca e José Lino, no bairro Varjota. Ele ainda tentou fugir, mas bateu com o veículo numa árvore, onde voltou a ser baleado.

Marvizi foi detido dois anos depois do atentado. Em 12 de agosto de 2010, ele foi um dos 11 presos pela Polícia Federal na Operação Canal Vermelho. Foi apontado como líder de uma organização criminosa que contrabandeava produtos eletroeletrônicos. Justamente quem interferisse nos negócios, segundo as investigações, era executado por pistoleiros ou policiais militares contratados pelo empresário.

Ao iraniano chegaram a ser atribuídas 10 mortes. Pelo menos três dos casos já têm processo em andamento para realização de júris populares na Justiça Estadual. Foi o crime contra o auditor fiscal que deu início a toda a investigação. Entre os presos na operação da PF, foram capturados policiais militares que seriam os executores do atentado.

ENTENDA A NOTÍCIA

Relatórios policiais anexados aos processos chegam a citar o iraniano como suspeito por mais nove mortes. Entre elas, do empresário Francisco Francélio Holanda Filho, em julho de 2010, e do casal Carlos José Ferreira Magalhães e Maria Elizabete Almeida Bezerra, no mês seguinte.

Saiba mais

Também são acusados pelo atentado: os sargentos da PM Jean Charles da Silva Libório, Cláudio Nascimento Cardoso e Joaquim Alves Marinho, mais Charles Herbert Martins Pereira, Francisca Elieuda Lima Uchoa, Maykon Gleytson de Castro Jacó e Carliano Alves da Silva;

Por terem recorrido ou com processos na Justiça Estadual, os demais acusados só deverão ser julgados posteriormente. Não há data prevista.

Fonte: Jornal O Povo - Fortaleza -CE.

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